Campo Largo é um município brasileiro do estado do Paraná, localizado na Região Metropolitana de Curitiba. Situado na região sudeste do estado do Paraná, pertence à Mesorregião Metropolitana de Curitiba e à Microrregião de Curitiba, localiza-se a oeste da capital do estado, distando desta cerca de 30 quilômetros. Segundo dados do IBGE 2021, a cidade ocupa área de 1 243,551 quilômetros quadrados, sendo que 134,771 estão em perímetro urbano.
conforme o Censo Demográfico de 2022 do IBGE, era de 131 898 habitantes, com população estimada em 142 695 para 2024 habitantes, sendo então o 14.º mais populoso do Paraná e o 4.º de sua microrregião. Os habitantes naturais do município de Campo Largo são denominados campo-larguenses. A cidade de Campo Largo foi desmembrada de Curitiba na década de 1870. O município possui os distritos de Bateias, Três Córregos, São Silvestre e Ferraria, e subdivididos por 147 bairros, loteamentos e residenciais. A versão de sua etimologia é o que o nome tem origem geográfica e denota a largueza dos horizontes da região na época da fundação do município, embora suas terras não passavam de uma floresta de pinheiros.
A sede tem uma temperatura média anual de 16,5°C e na vegetação do município predomina a floresta ombrófila mista. Em relação à frota automobilística, em 2009 foram contabilizados 46 011 veículos. Com uma taxa de urbanização da ordem de 83,23%, o município contava, em 2009, com 97 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,774, considerando como médio em relação ao estado.
O nome do município é originário de sua geografia, por serem largos os horizontes, sendo que os primeiros exploradores da região dos Campos Gerais ficaram impressionados com toda essa beleza natural comparada a qualquer um parque protegido por lei ambiental. Campo Largo foi transformada em ponto de referência, sendo que esta denominação é prevalecente a partir dos primeiros tempos em que foi ocupada, não sendo conhecida outra.
É antiga a denominação Campo Largo, vindo desde os tempos do desbravamento dos Campos de Curitiba. O coronel Antonio Luis, paulista conhecido pelo apelido de "Tigre", foi o grande pioneiro do atual município. Possuía uma sesmaria exatamente onde hoje se localiza a sede municipal. Tigre morava na Fazenda Nossa Senhora da Conceição do Tamanduá, e ali mandou construir uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, templo pioneiro na vastidão dos Campos Gerais.
Prosperou a partir do final do século XVIII a Freguesia Colada de Tamanduá, que situava-se nas proximidades da Freguesia Nova (Palmeira). Quando faleceu o benemérito regional, coronel Antonio Luíz "Tigre", por não possuir herdeiros, teve seus bens doados ao Convento do Carmo de São Paulo, que fundou na Freguesia de Tamanduá uma casa conventual, denominada Convento de Tamanduá que se manteve por mais de 60 anos. Com o passar do tempo os padres carmelitas, que moram no lugar, foram morrendo, de sorte que o Convento de Tamanduá foi sendo abandonado, deixando de celebrar-se ali os ofícios religiosos.
Tinha muito prestígio a Freguesia Colada de Tamanduá, que rivalizava em importância, depois de Curitiba, com São José dos Pinhais, Lapa e Castro.
Em 1819 o capitão João Antônio da Costa, que morava em Curitiba, e era possuidor de terras naquela região, doou à Nossa Senhora da Piedade parte de sua propriedade, permitindo que nela se instalasse quem bem entendesse, sem ônus algum, desde que viesse lavrar e cuidar da terra doada. Muita gente se dispôs ao empreendimento, e não demorou muito espalharam-se chaminés perfilhadas e fumacentas. Neste período o capitão benfeitor enviou ao lugar uma imagem de Nossa Senhora da Piedade, que mandara vir do Estado da Bahia, ainda no ano de 1816. Tomava-se necessário a construção de uma capela, cujas obras foram iniciadas em 1821, sendo executadas pelo capitão Jerônimo José Vieira e administrada por João Antonio da Costa e padre José Joaquim Ribeiro da Costa. Este sacerdote, além de fiscalizar a construção era o protetor espiritual da comunidade, a quem confessava e pregava o evangelho.
Em 1828, após o término da construção da capela, o vilarejo foi elevado à categoria de Capela Curada, por Provisão do Bispo D. Manuel Gonçalves de Andrade. O padre José Joaquim, benfeitor da comunidade, foi o primeiro a rezar missa na Igreja Primaz de Campo Largo. Depois de prestar humanitário serviço ao povoado, o padre foi substituído pelo sacerdote Justiniano Ferreira Belo.
Campo Largo da Piedade foi elevado à categoria de Distrito Judiciário, através da Lei n° 23, de 12 de março de 1841, pertencendo à Comarca de Curitiba. Em 2 de abril de 1870, pela Lei Provincial n° 219, foi criado o município, com território desmembrado do município de Curitiba. A instalação oficial ocorreu no dia 23 de fevereiro de 1871.
A Lei Provincial nº 685, de 6 de novembro de 1882, elevou o município à categoria de Cidade. Passou a sede de Comarca através da Lei Provincial 359, de 18 de abril de 1873.
O clima é o quente e temperado de terras altas, classificado, na Köppen e Geiger, como Cfb. As temperaturas registradas entre entre 1961 e 1990 foram: média das máximas, 26ºC; das mínimas 6ºC. Os verões são frescos com uma temperatura média inferior a 24°C. Nos invernos ocorrem geadas severas e frequentes (temperatura média de 12°C no mês mais frio) e as temperaturas podem cair abaixo de 0°C , não apresentando estação seca. A neve ocorria, em média, uma vez a cada 10 anos até 1975. Após um longo período sem este registro, voltou a nevar na cidade em 2013. O índice pluviométrico oscila entre 182 mm e 78,4 mm de média anual.
A temperatura mais alta registrada foi de 35°C. Já temperatura mais baixa registrada em Campo Largo foi de -6°C, na madrugada do dia 17/07/1975.
Há registros não oficiais de que a mais baixa temperatura registrada em Campo Largo foi de -8°C, na década de 1920.
Prefeito: Maurício Rivabem (2025/2028)
Vice-prefeito: Chrystiane Chemin
Presidente da Câmara: Alexandre Guimarães
Campo Largo é o 14º município mais rico do Paraná em PIB e tem a 152ª melhor distribuição de renda do Estado, por isso um dos municípios mais desiguais do Brasil. Ao ramo "agricultura, pecuária e silvicultura" — segundo o Censo Demográfico de 2000 — dedicavam-se 7,53% das pessoas de 10 anos e mais. Os produtos agrícolas mais cultivados são o milho, a batata-inglesa e o feijão. O valor da produção agrícola foi de 74 milhões de reais. A produção pecuária estava estimada em 2 milhões de reais.[carece de fontes]?