Antônio Carlos Nunes de Lima (Monte Alegre, 21 de novembro de 1938 – Belém, 13 de setembro de 2026), mais conhecido como Coronel Nunes, foi um militar, político e dirigente esportivo brasileiro. Exerceu a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em duas ocasiões.
Nascido na cidade de Monte Alegre, Pará, Coronel Nunes serviu à Força Aérea Brasileira entre 1957 e 1966. Quando foi exonerado, era suspeito de colaborar com opositores da ditadura militar, por isso recebeu R$ 14,7 mil em 2016 como perseguido pelo regime, além das prestações mensais, uma indenização retroativa de R$ 243.416,25. Em 1967, entrou para a Polícia Militar do Estado do Pará. Em maio de 1971, foi nomeado comandante da Companhia Independente da Polícia Militar de Santarém (CIPM), atual 3º Batalhão PM/PA), onde permaneceu até abril de 1974. Em 1977, foi nomeado prefeito biônico de Monte Alegre. Se aposentou como coronel em fevereiro de 1991.
Entre 2017 e 2019, foi presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Enquanto representante da CBF durante a Copa do Mundo de 2018, realizada na Rússia, Coronel Nunes protagonizou uma polêmica em meio a eleição da sede da Copa do Mundo FIFA de 2026, ao ser o único representante da CONMEBOL a votar a favor do Marrocos. O fato gerou um mal-estar na entidade sul americana ao contrariar a promessa anterior de votar na chapa formada por Canadá, Estados Unidos e México, que terminaria como vencedora do pleito. O então presidente justificou sua escolha ao afirmar que o Marrocos nunca sediou uma Copa do Mundo enquanto que os EUA (em 1994) e o México (em 1970 e 1986) já haviam sediado o torneio em outras ocasiões.
Em 6 de junho de 2021, após o afastamento de Rogério Caboclo, reassumiu a presidência da CBF.
Juca Kfouri (dezembro de 2015). «Quem é o coronel Nunes, novo vice da CBF». Blog do Juca. UOL