Eloísa Mafalda, nome artístico de Mafalda Theoto (Jundiaí, 18 de setembro de 1924 — Petrópolis, 16 de maio de 2018), foi uma atriz brasileira.
Neta de italianos, Mafalda já nasceu alegre. Sempre dizia brincando: “Eu era infeliz e não sabia”. Na verdade, as dificuldades financeiras da família, lhe eram passadas de forma realista, mas não difíceis, pois apesar de ser humilde, tudo o que queria era ser feliz. Aos doze anos, quase participou como nadadora nos Jogos Olímpicos de 1936, mas seu pai não autorizou.[carece de fontes]?
Em 1940, os pais se separaram e, para ajudar a mãe no sustento do lar, seu irmão Oliveira Neto foi ser locutor nas rádios Tupi de São Paulo, enquanto Eloisa passou a trabalhar como auxiliar de escritório nas Emissoras Associadas, onde conheceu a alemã Alice Waldvoguel, que lhe ensinou arte cênica e interpretação.
Em 1944 o irmão Oliveira Neto foi para a Tupi-Tamoio, do Rio de Janeiro e convenceu a irmã a fazer um teste de radioteatro, no qual ela foi aprovada e escolheu o nome artístico Eloísa Mafalda para se tornar radioatriz na Rádio Nacional. Na televisão viria a estrear pela TV Paulista. Na Globo, a atriz interpretou grandes papéis, como a Dona Nenê da primeira versão de A Grande Família, Maria Machadão em Gabriela, Dona Mariana em Paraíso, Gioconda Pontes em Pedra sobre Pedra, Manuela em Mulheres de Areia e um dos seus maiores sucessos, Dona Pombinha Abelha em Roque Santeiro. Sobre sua carreira, afirma que "tudo aconteceu por acaso. Eu não queria ser atriz. Foi tudo uma brincadeira".
Estreou no cinema em 1950 no filme Somos Dois. No teatro, estreou em 1965, na adaptação teatral de Wuthering Heights, mas pouco se dedicou a estas áreas de atuação artística.
Eloísa Mafalda foi casada com Miguel Teixeira por três anos, com quem teve dois filhos: Marcos e Mírian. Não se casou mais após o divórcio, apenas manteve alguns relacionamentos. A atriz teve dois netos e dois bisnetos. Com déficit de memória, devido à doença de Alzheimer, a atriz conviveu por muitos anos com as sequelas de uma fratura no fêmur, após uma queda em casa.
Em 2012, concedeu uma entrevista ao Vídeo Show, relembrando personagens de sucesso que interpretou na Rede Globo e ao blog do autor Aguinaldo Silva.
Em 16 de maio de 2018 a atriz morreu em sua casa devido a uma insuficiência respiratória, na cidade de Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro — onde vivia com sua filha. O sepultamento ocorreu em sua cidade natal, Jundiaí, no interior paulista.
Após Meu Bem Querer (1998), Eloisa afastou-se da televisão gradativamente por enfrentar os problemas relacionados ao Alzheimer, doença com a qual ela convivia há 10 anos. Nos anos seguintes, a atriz gravou algumas pequenas participações, até aposentar-se de vez na novela O Beijo do Vampiro (2002), onde o autor Antônio Calmon escreveu especialmente para Eloisa a professora Carmem, para que ela pudesse gravar sem precisar decorar os textos.