Neste Dia

Gianni Ratto

Diretor, cenógrafo e ator italiano (1916–2005)

Anúncio

Gianni Ratto (Milão, 27 de agosto de 1916 – São Paulo, 30 de dezembro de 2005) foi um diretor teatral, cenógrafo, ator e escritor ítalo-brasileiro.

Nascido na Itália, iniciou sua trajetória profissional no teatro europeu e, em 1954, mudou-se para o Brasil a convite da atriz Maria Della Costa, para dirigir um espetáculo. Radicado no país, desenvolveu extensa carreira no teatro brasileiro, atuando em diferentes funções, entre elas direção, cenografia e atuação. Ao longo de sua trajetória, esteve ligado a companhias e produções teatrais que marcaram a cena brasileira a partir da segunda metade do século XX.

Em mais de cinquenta anos de carreira teatral, Gianni Ratto exerceu funções de diretor teatral, cenógrafo, ator, figurista e iluminador.

Fundou, no ano de 1946, ao lado de Paolo Grassi e Giorgio Strehler, o Piccolo Teatro de Milão. Sua fama de cenógrafo que lhe garantiu um contrato com o Teatro alla Scala de Milão, no cargo de vice-diretor técnico. Foi lá que teve a oportunidade de dirigir a diva da ópera Maria Callas.

Chegou ao Brasil no ano de 1954, a convite da atriz Maria Della Costa e seu marido Sandro Polloni. A intenção da atriz era que o encenador a dirigisse no espetáculo de inauguração de seu teatro e sua companhia teatral: O Canto da Cotovia, de Jean Anouilh.

A chance de dirigir uma companhia brasileira o seduziu. Já no ano seguinte (1955) dirigia uma obra brasileira: A Moratória, de Jorge Andrade. A atitude ia na contramão da cena teatral da época, dominada pelo Teatro Brasileiro de Comédia, que contava com outros diversos encenadores italianos: Adolfo Celi, Ruggero Jacobbi, Flaminio Bolini Cerri e Luciano Salce, todos sob a proteção dos mecenas Franco Zampari e Cicillo Matarazzo.

No ano de 1959, uniu-se à companhia teatral Teatro dos Sete, formada por nomes como Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Sérgio Britto, Cleyde Yaconis, Paulo Autran, entre outros. É considerado por muitos um dos renovadores da encenação brasileira ao lado de nomes como Ziembinski, Tomás Santa Rosa, Ruggero Jacobbi e Adolfo Celi.

Além de seus trabalhos no teatro, dirigiu várias óperas, inclusive no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e no Scala de Milão, onde também acumulou as funções de cenógrafo e iluminador.

Ratto morreu no dia 30 de dezembro de 2005, aos 89 anos.

1955 – Com a Pulga Atrás da Orelha, de Georges Feydeau. No elenco: Fernanda Montenegro. Foi também cenógrafo.

1955 – A Moratória, de Jorge de Andrade. No elenco: Fernanda Montenegro.

1955 – A Ilha dos Papagaios, de Sérgio Tófano. No elenco: Fernanda Montenegro.

1956 – Eurídice, de Jean Anouilh. No elenco: Fernanda Montenegro. Foi também cenógrafo.

1959 – O Mambembe, de Arthur Azevedo. No elenco: Fernanda Montenegro, Fernando Torres e outros.

1960 – A Profissão da Sra. Warren, de George Bernard Shaw. No elenco: Fernanda Montenegro. Foi também cenógrafo.

1960 – Cristo Proclamado, de Francisco Pereira da Silva. No elenco: Fernanda Montenegro. Foi também cenógrafo.

1960 – Com a Pulga Atrás da Orelha, de Georges Feydeau. No elenco: Fernanda Montenegro. Foi também cenógrafo.

1961 – Apague Meu Spotlight, de Jocy de Oliveira. No elenco: Fernanda Montenegro. Foi também cenógrafo.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Gianni Ratto | World in Stories