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Hugo Motta

Político brasileiro; 113º presidente da Câmara dos Deputados do Brasil (2025–presente)

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Hugo Motta Wanderley da Nóbrega (João Pessoa, 11 de setembro de 1989) é um médico e político brasileiro, filiado ao Republicanos. Exerce o cargo de presidente da Câmara dos Deputados desde fevereiro de 2025 e é deputado federal pela Paraíba desde fevereiro de 2011.

Primeiros anos e formação acadêmica

Filho de uma tradicional família com vínculos na política da Paraíba cuja origem remonta ao passado colonial Português e Holandês do Nordeste Brasileiro, tendo como um de seus ancestrais Gaspar Wanderley, Hugo nasceu em João Pessoa, capital do estado. É filho do também político Nabor Wanderley que esteve envolvido em investigações de improbidade administrativa e corrupção, principalmente relacionadas às suas gestões na prefeitura de Patos, Paraíba. Um empresário o acusou de receber propina, embora Wanderley tenha negado as acusações e atribuído as alegações a um suposto interesse eleitoral. As investigações focaram em irregularidades em contratações de obras e preveem prejuízos de R$ 4,9 milhões aos cofres públicos.

Seu avô paterno, Nabor Wanderley da Nóbrega, foi prefeito do município de Patos, no interior da Paraíba, entre os anos de 1956 e 1959. Já seu avô materno, Edivaldo Motta, foi cinco vezes deputado estadual da Paraíba e teve dois mandatos como deputado federal. Sua avó materna, Francisca Motta, foi deputada estadual da Paraíba em seis mandatos, além de ter sido eleita prefeita de Patos no pleito de 2012.

Seu pai, Nabor Wanderley, foi prefeito de Patos, por dois mandatos consecutivos, ocupando o cargo de 2005 até 2012. Foi eleito deputado estadual em 2014. Retornou ao cargo de prefeito de Patos após ser eleito para novo mandato em 2020, sendo reconduzido ao cargo no ano de 2024.

Iniciou seus estudos em medicina na Faculdade de Medicina Nova Esperança, em João Pessoa, no ano de 2007. Ao mudar-se para Brasília, em 2011, transferiu o curso para a Universidade Católica de Brasília (UCB), onde formou-se em 2013.

Ingressou na política em 2005, ao se filiar ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Em seguida, foi o deputado mais jovem da história do país ao se eleger, aos 21 anos, nas eleições estaduais de 2010 com 86 150 votos, para o cargo de deputado federal pela Paraíba.

No ano de 2014, foi reeleito para sua vaga na Câmara dos Deputados do Brasil pela Paraíba. Próximo de Eduardo Cunha, fez parte da "tropa de choque de Cunha", a qual integravam os deputados de maior proximidade do então presidente da Câmara dos Deputados. Votou a favor da admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Em 2015, Motta presidiu a CPI da Petrobras. Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos. Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista. Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

No ano de 2018, deixou o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), após treze anos filiado no partido para filiar-se ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), atual Republicanos. No novo partido, foi eleito pela terceira vez ao cargo. Em 2022, foi reeleito para um quarto mandato, alcançando a maior votação no estado.

Foi escolhido por Arthur Lira para ser o candidato à sua sucessão ao cargo de Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, no pleito de 2025. Foi eleito à presidência da Câmara em 1.º de fevereiro de 2025, com 444 dos 513 votos.

Participou como representante oficial do Estado brasileiro na missão diplomática para o Japão e Vietnã.

Em julho de 2025, foi alvo de críticas após o Congresso Nacional tornar sem efeito um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que aumentava a alíquota do imposto sobre operações financeiras (IOF) para empresas, previdência privada de alta renda e câmbio, enquanto Lula afirmou que Motta descumpriu um acordo ao pautar a derrubada do decreto. Em resposta, Motta criticou a polarização política e afirmou não ser verdadeira "a narrativa que está sendo construída, de que o Congresso protege os ricos em detrimento dos pobres"

Uma pesquisa realizada pela Atlas/Bloomberg e divulgada no dia 28 de agosto de 2025, mostrou que Hugo Motta teve uma das piores avaliações entre os líderes políticos do Brasil. De acordo com o levantamento, 77% da população brasileira vê Motta de forma negativa, 15% das pessoas não souberam opinar e 8% disseram que têm uma imagem positiva dele.

Em 27 de novembro de 2025, Hugo Motta entrou na Justiça Federal da Paraíba com um processo para a retirada de outdoors contra a Proposta de Emenda Constitucional n.º 3/21, a denominada PEC da Blindagem, e teve o pedido negado pela Seção Judiciária da Paraíba do TRF-5. Os outdoors, instalados pelo Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica da Paraíba (Sintefpb), mostravam fotos do próprio Hugo Motta com frases como "Eles votaram sim para proteger políticos que cometeram crimes" e foram espalhados pelas cidades de Campina Grande e Cajazeiras, no estado da Paraíba.

Caso de bagagens sem fiscalização em voo

O documento da investigação da Polícia Federal, que foi despachado para o ministro do STF Alexandre de Moraes, revelou que, em 20 de abril de 2025, o auditor fiscal da Receita Federal teria permitido que o piloto José Jorge de Oliveira Júnior passasse pela área de fiscalização com cinco bagagens do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do senador Ciro Nogueira, por fora da máquina de raio-x ao chegar a São Paulo. A situação ocorreu no retorno de uma viagem à ilha caribenha de São Martinho em um avião particular do empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, que foi alvo da CPI das Bets do Senado. Em abril de 2026, a Polícia Federal investiga a entrada no Brasil sem fiscalização de cinco bagagens trazidas em um voo que teve como passageiros Hugo Motta e Ciro Nogueira.

Hugo Motta tem sido descrito como de centro ou de centro-direita, particularmente por ser filiado ao Republicanos, um dos partidos que constituem a base do Centrão. Indicado por Arthur Lira para comandar a Câmara dos Deputados no biênio 2025-2026 e eleito para a presidência da instituição por parlamentares de um amplo espectro político (do PT ao PL), sua gestão tem sido marcada por atitudes contraditórias, o que, segundo analistas, revelam não somente inexperiência (embora esteja em seu quarto mandato como deputado) como fraqueza política.

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