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Ilha de Itamaracá

Município do Estado de Pernambuco, Brasil

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Ilha de Itamaracá é um município brasileiro do estado de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife. A área do município corresponde à totalidade da ilha homônima, situada no litoral norte pernambucano e separada do continente pelo canal de Santa Cruz que, para alguns estudiosos, deu origem ao nome "Pernambuco".

A localidade tem grande relevo na história brasileira, sendo um dos mais antigos locais continuamente habitado do Brasil. Itamaracá foi uma das capitanias originais, posteriormente incorporada à Capitania de Pernambuco, e teve importante produção de açucar, onde havia em pequeno engenho instalado por Pero Capico.

O nome "Itamaracá" deriva da língua tupi e, dentre outros significados propostos, significa "pedra que canta", a partir da junção dos termos itá ("pedra") e mbara'ká ("chocalho", o famoso maracá dos indígenas). Ao longo de sua história, Itamaracá também foi referida pelos nomes: Marília, Yilha-de-Fernão-Buquo, Tamanaquá, Itaparica-das-Flores, Vila Schkoppe e Capitania de Santa Cruz.

Os primeiros habitantes seriam náufragos, havendo também registros sobre a passagem dos portugueses João Coelho da Porta da Cruz e Duarte Pacheco Pereira, em 1493 e 1498, respectivamente. Em 1526, já havia uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, de responsabilidade do padre Francisco Garcia, na Vila Velha, localizada à margem esquerda do Canal de Santa Cruz.

A Ilha prosperava à sombra da economia açucareira. Em 1630, a Vila Velha possuía mais de cem prédios, uma Santa Casa de Misericórdia, casa de residência do governador, câmara, cadeia e duas igrejas: a Matriz de Nossa Senhora da Conceição e a de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

O engenho São João da Ilha de Itamaracá, situado às margens da PE-35, foi a casa natal do abolicionista João Alfredo Corrêa de Oliveira. O casarão atual com fachada no estilo arquitetônico neoclássico, que já se encontra em ruínas, foi construído sobre as ruínas do edifício mais velho no século XVIII. Sua moita conserva a primeira moenda a vapor do Brasil, contudo teve seu telhado parcialmente desabado por conta do abandono. O imóvel pertence ao Governo do Estado e teve um projeto de implementação do "Centro de Referência Cultural e Ecológica de Itamaracá" esbarrado por falta de verba. Segundo pesquisas, é possível que o Engenho São João seja o mesmo mencionado em mapas antigos denominados Trapiche e que foi renomeado após a saída dos holandeses.

Os holandeses invadiram a Ilha em 1631 e lá ergueram o Forte Orange, na entrada Sul do canal de Santa Cruz, construído em taipa de pilão. O forte tinha este nome em homenagem ao Príncipe holandês Frederico Henrique de Orange, tio de Maurício de Nassau. A Ilha de Itamaracá serviu de celeiro aos holandeses. Posteriormente, o Forte passou a ser chamado Fortaleza de Santa Cruz, já sob domínio português.

Em 1763, o rei dom João V comprou a Ilha para a Coroa Portuguesa por 4.000 cruzados.

O distrito foi criado em 1º de maio de 1866, pela Lei Provincial 676. Torna-se cidade a partir de 1º de janeiro de 1959, desvinculando-se de Igarassu, mas seu primeiro hasteamento foi em 15 de novembro de 1973. Pilar é a sua sede e, por caracterizar-se como uma povoação de pescadores, foi elevado à categoria de Vila, por decreto de 25/10/1831.

Localiza-se a uma latitude 07º44'52" sul e a uma longitude 34º49'32" oeste, estando a uma altitude de 7 metros.

O município de Itamaracá está incluído nos domínios dos Grupos de Bacias Hidrográficas de Pequenos Rios Litorâneos. Seus principais rios são: Paribe e Jaguaribe. A ilha possui poucos riachos perenes, destacando-se entre eles apenas o Riacho Poço do Cobre, as margens direita da PE-35. O principal corpo de acúmulo de água na ilha é a Lagoa Pai Tomé.

A vegetação do município é formada por floresta perenifólia e restinga. As áreas de mangue ocupam o noroeste da ilha.

Em relação aos solos, há ocorrência de Areias Marinhas, que tem como principal característica os solos profundos, excessivamente drenados e de baixa fertilidade natural. Nas áreas posteriores às dunas ocorrem os Podzóis, mediamente drenados e de mal drenados e de muito baixa fertilidade natural.

O município está incluído, geologicamente, na Província da Borborema, sendo compostos pelos litotipos: Formação Gramame e o Grupo Barreiros e dos Depósitos Flúvio-marinhos e Aluvionares.

O município tem o clima tropical, do tipo As´. Os verões são quentes e secos. Os invernos são amenos e úmidos, com o aumento de chuvas; as mínimas podem chegar a 18°C. As primaveras são muito quentes e secas, com temperaturas que algumas ocasiões podem chegar aos 34°C.

Segundo o censo 2022 do IBGE, Itamaracá possui uma população de 24.540 habitantes, distribuídos numa área de 66,684 km², tendo assim, uma densidade demográfica de 371,00 hab/km².

Segundo dados sobre o produto interno bruto dos municípios, divulgado pelo IBGE referente ao ano de 2011, a soma das riquezas produzidos no município é de 138.598 milhões de reais (77° maior do estado). Sendo o setor de serviços o mais mais representativo na economia itamaracaense, somando 105.740 milhões. Já os setores industrial e da agricultura representam 23.203 milhões e 3.418 milhões, respectivamente. O PIB per capita do município é de 6.202,10 mil reais (63° maior do estado).

O município possui as seguinte(s) escola(s) estadual(s):

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