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Jaques Wagner

Industriário, sindicalista e político brasileiro, governador e senador pelo Estado da Bahia

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(Rio de Janeiro, 16 de março de 1951) é um sindicalista e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores. É senador pela Bahia desde 2019 e foi reeleito nas eleições de 2026 para o mandato de 2027 a 2035.

Antes de chegar ao Senado, exerceu três mandatos de deputado federal e governou a Bahia de 2007 a 2014. Nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, chefiou o Ministério do Trabalho e Emprego, a Secretaria de Relações Institucionais, o Ministério da Defesa e a Casa Civil.

Filho de Joseph Wagner e Cypa Perla Wagner, imigrantes judeus poloneses, estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro de 1962 a 1968. Em 1969, ingressou no curso de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde participou do movimento estudantil, mas deixou a graduação em 1973.

Mudou-se para Salvador em 1974 e, dois anos depois, começou a trabalhar como caldeireiro em Candeias. Trabalhou também como técnico de manutenção no Polo Industrial de Camaçari, onde passou a atuar no Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica da Bahia, o Sindiquímica. Foi diretor do sindicato e o presidiu entre 1987 e 1989. É casado com Maria de Fátima Carneiro de Mendonça e tem três filhos.

Wagner ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores na Bahia em 1980 e participou da criação da Central Única dos Trabalhadores no estado, tendo sido o primeiro presidente estadual dessas organizações. Sua atuação sindical e partidária foi acompanhada pelos órgãos de informação da ditadura militar.

Eleito deputado federal em 1990 e reeleito em 1994 e 1998, exerceu o cargo de 1991 a 2003. Disputou a prefeitura de Camaçari em 2000 e o governo da Bahia em 2002, sem ser eleito. Na disputa estadual, recebeu 2.057.022 votos, equivalentes a 38,47% dos votos válidos, e ficou em segundo lugar, atrás de Paulo Souto.

Ministério do Trabalho e Secretaria de Relações Institucionais

No primeiro governo Lula, assumiu o Ministério do Trabalho e Emprego em janeiro de 2003 e permaneceu no cargo até janeiro de 2004. Em 27 de janeiro de 2004, tomou posse na Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão da Presidência da República.

Entre 2005 e 2006, chefiou a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação do governo com o Congresso Nacional. Em novembro de 2005, recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Mérito da Defesa.

Nas eleições de 2006, venceu Paulo Souto no primeiro turno, com 3.242.336 votos e 52,89% dos votos válidos. Assumiu o governo em 1º de janeiro de 2007 e permaneceu no cargo até 31 de dezembro de 2014.

Foi reeleito em 2010, também no primeiro turno, com 4.101.270 votos e 63,83% dos votos válidos.

Durante sua gestão, foi inaugurado o Hospital do Subúrbio, em Salvador, em setembro de 2010. Foi a primeira parceria público-privada do país na área hospitalar, com atendimento gratuito. Nesse modelo, o governo estadual construiu o hospital e contratou um consórcio privado para equipá-lo e administrar os serviços. A concessão recebeu críticas de Inalba Fontenelle, presidente do sindicato dos trabalhadores em saúde da Bahia, que a considerou uma forma de privatização da saúde pública.

Greves do funcionalismo público estadual

Em 2012, o governo enfrentou a greve da Polícia Militar e uma paralisação dos professores da rede estadual que durou 115 dias, encerrada em agosto. O colunista Felipe Patury avaliou que as paralisações desgastaram o governo e prejudicaram o PT na eleição municipal de Salvador.

Durante a paralisação dos policiais, entre 31 de janeiro e 11 de fevereiro, ocorreram 180 homicídios em Salvador e na região metropolitana, em um balanço preliminar da Secretaria de Segurança Pública. Gravações divulgadas durante a greve levaram a acusações de planejamento de atos de vandalismo contra lideranças do movimento, entre elas Marco Prisco. Wagner defendeu a atuação de seu governo durante a paralisação e afirmou que havia evitado uma ação policial que pudesse causar mortes.

Na greve policial de abril de 2014, Wagner solicitou o envio da Força Nacional de Segurança Pública ao estado. Durante a paralisação, entre 15 e 17 de abril, ocorreram 59 homicídios e 156 roubos de carros em Salvador e na região metropolitana. Prisco foi preso em 18 de abril.

Ministério da Defesa e Casa Civil

Em dezembro de 2014, Dilma Rousseff o escolheu para substituir Celso Amorim no Ministério da Defesa, a partir de janeiro de 2015. Em 2 de outubro de 2015, passou a chefiar a Casa Civil, substituindo Aloizio Mercadante durante uma reforma ministerial.

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