Neste Dia

John Ford

Cineasta americano

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John Martin Feeney (1 de fevereiro de 1894 – 31 de agosto de 1973), mais conhecido como John Ford, foi um diretor e produtor de cinema americano. Ele é considerado um dos cineastas mais importantes e influentes durante a Era de Ouro de Hollywood, e foi um dos primeiros diretores americanos a ser reconhecido como um autor. Em uma carreira de mais de 50 anos, ele dirigiu mais de 130 filmes entre 1917 e 1970 (embora a maioria de seus filmes mudos sejam agora considerados perdidos), e recebeu o recorde de quatro prêmios da Academia de Melhor Diretor por The Informer "O Delator" (1935), The Grapes of Wrath "As Vinhas da Ira" (1940), How Green Was My Valley "Como Era Verde o Meu Vale" (1941), e The Quiet Man "Depois do Vendaval" (1952).

Ford é renomado por seus faroestes, como Stagecoach "No Tempo das Diligências" (1939), My Darling Clementine "Paixão dos Fortes" (1946), Fort Apache "Forte Apache" (1948), The Searchers "Rastros de Ódio" (1956), e The Man Who Shot Liberty Valance "O Homem Que Matou o Facínora" (1962); embora ele tenha trabalhado em muitos outros gêneros, incluindo comédias, dramas de época, e documentários. Ele fazia uso frequente de filmagens em locações e planos gerais, nos quais seus personagens eram enquadrados contra um vasto, severo e acidentado terreno natural. A ele é creditado o lançamento das carreiras de alguns dos maiores astros de Hollywood durante as décadas de 1930, 1940 e 1950, incluindo John Wayne, Henry Fonda, Maureen O'Hara e James Stewart.

O trabalho de Ford era tido em alta conta por seus contemporâneos, com Akira Kurosawa, Orson Welles, Frank Capra, Andrei Tarkovsky, e Ingmar Bergman nomeando-o um dos maiores diretores de todos os tempos. Gerações subsequentes de diretores, incluindo muitas das principais figuras do movimento da Nova Hollywood, citaram sua influência. O Arquivo de Filmes de Harvard escreve que "a amplitude e a medida das principais contribuições de Ford para o cinema da Era de Ouro de Hollywood, e para a linguagem cinematográfica em geral, permanecem um tanto difíceis de discernir.... Raramente são reconhecidas em sua totalidade as grandes realizações de Ford como um consumado estilista visual e um mestre contador de histórias."

Ford nasceu John Martin "Jack" Feeney (embora mais tarde ele frequentemente desse seus nomes de batismo como Seán Aloysius, às vezes com o sobrenome O'Feeny ou Ó Fearna; um equivalente em irlandês de Feeney) em Cape Elizabeth, Maine, filho de John Augustine Feeney e Barbara "Abbey" Curran, em 1 de fevereiro de 1894, (embora ele ocasionalmente dissesse 1895 e essa data esteja erroneamente inscrita em sua lápide). Seu pai, John Augustine Feeney, nasceu em Spiddal, Condado de Galway, Irlanda, em 1854.Barbara Curran nasceu nas Ilhas de Aran, na cidade de Kilronan na ilha de Inishmore (Inis Mór). Dizia-se que a avó de John Augustine Feeney, Barbara Morris, era membro de um ramo empobrecido de uma família da Nobreza irlandesa, os Morrises de Spiddal (liderados atualmente pelo Lord Killanin).

John Augustine Feeney e Barbara Curran chegaram a Boston e Portland respectivamente em maio e junho de 1872. Eles registraram suas intenções de se casar em 31 de julho de 1875, e se tornaram cidadãos americanos cinco anos depois, em 11 de setembro de 1880. A família de John Augustine Feeney residia na Sheridan Street, no bairro irlandês de Munjoy Hill em Portland, Maine, e seu pai trabalhou em uma variedade de bicos para sustentar a família—agricultura, pesca, trabalhador da companhia de gás, dono de bar e vereador. Em entrevistas, John Ford disse que sua família era bem de vida, ele disse que eles tinham uma fazenda e que seu pai pescava. John e Barbara tiveram onze filhos: Mamie (Mary Agnes), nascida em 1876; Delia (Edith), 1878–1881; Patrick; Francis Ford, 1881–1953; Bridget, 1883–1884; Barbara, nascida e falecida em 1888; Edward, nascido em 1889; Josephine, nascida em 1891; Hannah (Joanna), nascida e falecida em 1892; John Martin, 1894–1973; e Daniel, nascido e falecido em 1896 (ou 1898).

Feeney frequentou a Portland High School, Portland, Maine, onde jogou como fullback e defensive tackle. Ele ganhou o apelido de "Touro" (Bull) por causa, diz-se, da maneira como ele abaixava o capacete e investia contra a linha. Um pub de Portland, batizado de "Bull Feeney's" em sua homenagem, ficou aberto de 2002 a 2023. Mais tarde ele se mudou para a Califórnia e, em 1914, começou a trabalhar em produção de filmes, além de atuar para seu irmão mais velho Francis, adotando "Jack Ford" como nome profissional. Além de papéis creditados, ele apareceu sem créditos como um membro do clã no filme de `1915` de D. W. Griffith, The Birth of a Nation "O Nascimento de uma Nação".

Ele se casou com Mary McBride Smith em 3 de julho de 1920, e eles tiveram dois filhos. Sua filha Barbara foi casada com o cantor e ator Ken Curtis de 1952 a 1964. O casamento entre Ford e Smith durou a vida toda, apesar de vários problemas, um deles sendo o fato de Ford ser católico enquanto ela era uma mulher divorciada não-católica. A dificuldade causada por isso não é clara, pois o nível de comprometimento de Ford com a fé católica é contestado. Outra tensão foram os muitos relacionamentos extraconjugais de Ford.

Ford começou sua carreira no cinema depois de se mudar para a Califórnia em julho de 1914. Ele seguiu os passos de seu multitalentoso irmão mais velho, Francis Ford, doze anos mais velho, que havia saído de casa anos antes e trabalhado em Vaudeville antes de se tornar ator de cinema. Francis atuou em centenas de filmes mudos para cineastas como Thomas Edison, Georges Méliès e Thomas Ince, progredindo até se tornar um proeminente ator-escritor-diretor de Hollywood com sua própria produtora (101 Bison) na Universal.

Ford começou nos filmes de seu irmão como assistente, faz-tudo, dublê e ator ocasional, frequentemente servindo de dublê para seu irmão, com quem ele se parecia muito. Francis deu ao seu irmão mais novo seu primeiro papel como ator em The Mysterious Rose "A Rosa Misteriosa" (novembro de 1914). Apesar de um relacionamento muitas vezes combativo, em três anos Jack havia progredido para se tornar o principal assistente de Francis e frequentemente trabalhava como seu cinegrafista. Na época em que Jack Ford recebeu sua primeira chance como diretor, o perfil de Francis estava em declínio e ele deixou de trabalhar como diretor logo em seguida.

Os filmes de Ford usavam uma 'companhia' de atores, muito mais do que muitos diretores. Muitos astros famosos apareceram em pelo menos dois ou mais filmes de Ford, incluindo Harry Carey Sr., (o astro de 25 filmes mudos de Ford), Will Rogers, John Wayne, Henry Fonda, Maureen O'Hara, James Stewart, Woody Strode, Richard Widmark, Victor McLaglen, Vera Miles e Jeffrey Hunter. Muitos de seus atores coadjuvantes apareceram em múltiplos filmes de Ford, frequentemente durante um período de várias décadas, incluindo Ben Johnson, Chill Wills, Andy Devine, Ward Bond, Grant Withers, Mae Marsh, Anna Lee, Harry Carey Jr., Ken Curtis, Frank Baker, Dolores del Río, Pedro Armendáriz, Hank Worden, John Qualen, Barry Fitzgerald, Arthur Shields, John Carradine, O. Z. Whitehead e Carleton Young. Membros centrais dessa trupe estendida, incluindo Ward Bond, John Carradine, Harry Carey Jr., Mae Marsh, Frank Baker e Ben Johnson, eram informalmente conhecidos como a Companhia de Atores de John Ford.

Da mesma forma, Ford desfrutou de longas relações de trabalho com sua equipe de produção, e muitos de sua equipe trabalharam com ele por décadas. Ele fez inúmeros filmes com os mesmos grandes colaboradores, incluindo o produtor e parceiro de negócios Merian C. Cooper, os roteiristas Nunnally Johnson, Dudley Nichols e Frank S. Nugent, e os diretores de fotografia Ben F. Reynolds, John W. Brown e George Schneiderman (que juntos filmaram a maioria dos filmes mudos de Ford), Joseph H. August, Gregg Toland, Winton Hoch, Charles Lawton Jr., Bert Glennon, Archie Stout e William H. Clothier. A maioria dos filmes do pós-guerra de Ford foi editada por Jack Murray até a morte deste último em 1961. Otho Lovering, que havia trabalhado pela primeira vez com Ford em Stagecoach "No Tempo das Diligências" (1939), tornou-se o principal editor de Ford após a morte de Murray.

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