Mato Rico é um município brasileiro do estado do Paraná. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tinha 3 267 habitantes no Censo de 2022; a estimativa para 2025 era de 3 249 habitantes.
A origem do topônimo não é documentada com precisão. Entre as explicações registradas pelo município estão a diversidade da mata nativa e a abundância de animais silvestres existentes na região.
A ocupação da região intensificou-se na década de 1940, por meio de títulos e posses concedidos pelo governo estadual. O povoamento desenvolveu-se ao longo da estrada local a partir de 1941; um cemitério foi implantado em 1942 e a primeira escola surgiu por volta de 1945. Entre os grupos que se estabeleceram na área estavam descendentes de poloneses, ucranianos, italianos e portugueses, além de indígenas e afrodescendentes de outras regiões brasileiras.
O município foi criado pela Lei Estadual n.º 9.564, de 31 de janeiro de 1991, com território desmembrado de Pitanga, e instalado em 1993.
Mato Rico possui área territorial de 402,533 km². A sede municipal localiza-se nas coordenadas 24°42'18" S e 52°08'45" O, a cerca de 700 metros de altitude. O município faz divisa com Pitanga, Palmital e Roncador.
A população passou de 4 496 habitantes em 2000 para 3 818 em 2010 e 3 267 no Censo de 2022. A estimativa para 2025 era de 3 249 habitantes. A densidade demográfica registrada no Censo de 2022 foi de 8,28 habitantes por quilômetro quadrado.
Dados reunidos pelo IPARDES para 2022 indicavam que 60,92% da população residia na área rural e 39,08% na área urbana. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) era de 0,632 em 2010.
Segundo a classificação de Köppen, o clima é subtropical úmido mesotérmico (Cfb). O plano municipal registra precipitação anual entre 1.700 e 1.900 mm e ocorrência de geadas entre maio e agosto.
A economia municipal é fortemente ligada à agropecuária. Em 2021, o setor respondeu por 61,3% do produto interno bruto de Mato Rico, enquanto a administração pública representou 19,5%, comércio e serviços 13,2% e a indústria 3,1%. Em 2023, o PIB per capita foi de R$ 48.162,76.
Em 2025, Mato Rico contava com oito unidades de conservação: as Estações Ecológicas Municipais Cantu, Colombo e Juquiri e cinco Reservas Particulares do Patrimônio Natural — Vale do Rio Cantu, Foz do Juquiri, Recanto da Jaguatirica, Sítio São José e Gamelão. A Lei Municipal n.º 414, de 2013, alterou a autorização para aquisição de área destinada à ampliação da Estação Ecológica Municipal Colombo.
Em 2017, os repasses do ICMS Ecológico por Biodiversidade ao município totalizaram R$ 4.608.760,03. No primeiro semestre de 2025, o município recebeu R$ 7.235.314,62 do ICMS Ecológico por Biodiversidade, o maior repasse entre os municípios paranaenses nessa modalidade no período. Segundo o Instituto Água e Terra, as áreas protegidas do município somavam 1.559,57 hectares. O Paraná foi o primeiro estado brasileiro a adotar o ICMS Ecológico, em 1991; os critérios da modalidade consideram, entre outros fatores, a área protegida, o nível de conservação e a evolução da gestão ambiental. O programa estadual destina parte da cota municipal do ICMS a municípios que abrigam mananciais ou unidades de conservação.
O Parque Ambiental do Gamelão localiza-se às margens do rio Mato Rico, no entorno da área urbana. O projeto abrange uma área de 40.000 m², acrescida de 20.000 m² de bosque, e reúne lago, pista de caminhada, trilhas, mirante, parque infantil, academia, quiosques e outras estruturas destinadas ao lazer.
O espaço surgiu de uma intervenção ambiental realizada após enchentes ocorridas em 2013 e 2014. As medidas foram definidas em conjunto pelo município, pela comunidade afetada e por órgãos públicos e executadas por meio de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas, que incluiu o desassoreamento dos rios e a recuperação de suas margens. As obras começaram em 2014 e foram concluídas entre 2017 e 2018, com recursos do Ministério do Turismo e contrapartida municipal proveniente do ICMS Ecológico.
Em 2017, a Lei Municipal n.º 531 instituiu o Programa Jovem Aprendiz no município. Entre 2018 e 2019, o programa ofereceu formação profissional na área de recursos naturais a 30 jovens de 14 a 23 anos no Centro de Produção Animal e Vegetal. No mesmo espaço, alunos das séries iniciais participaram de atividades pedagógicas ligadas à água, aos solos, às sementes e à horticultura. A iniciativa foi apresentada como parte das medidas municipais de combate ao trabalho infantil e de formação compatível com a economia rural local.
Entre os equipamentos culturais do município está a Biblioteca Cidadã Germano Bochen, utilizada para atividades educativas e de valorização das tradições regionais. A cultura tradicionalista também se manifesta em eventos como a Tropeada Municipal.
A principal ligação rodoviária é a PR-239. Em maio de 2025, foi entregue a pavimentação dos 43,15 km entre Mato Rico e Pitanga. Em junho de 2026, estavam em andamento as obras de pavimentação de 19,89 km da mesma rodovia entre Mato Rico e Roncador.
O Poder Executivo municipal é exercido por Edelir de Jesus Ribeiro da Silva (MDB), tendo como vice-prefeita Inez Gonçalves de Abreu (PSD), no mandato de 2025 a 2028. A Câmara Municipal possui nove vereadores na legislatura de 2025–2028.