Patrice Émery Trovoada (Librevile, 18 de março de 1962) é um empresário, economista e político de São Tomé e Príncipe.
Filho do antigo Presidente Miguel Trovoada e de Helena Trovoada, é irmão de Yure Trovoada e Deyse Trovoada. Nasceu em Librevile, num momento em que sua família era refugiada política das perseguições salazaristas.
Quando Patrice tinha 14 anos, em 1977, seu pai conseguiu uma bolsa, e o enviou para estudar economia na Academia de Estudos Econômicos de Bucareste, na Roménia. Como seu pai rompeu com Manuel Pinto da Costa em 1979 (e acabou ficando preso em São Tomé e Príncipe até 1981), Patrice foi para a França, onde teria concluído seus estudos.
Em sua criação, o partido Ação Democrática Independente (ADI) era chefiado por um secretário-geral. Os estatutos do partido foram posteriormente alterados em um congresso, criando-se a função de presidente do partido. Na primeira eleição para presidente da agremiação, em 2001, Trovoada foi eleito presidente, cargo que permanece até a atualidade (com exceção de um curto período em que a presidência foi ocupada por Agostinho Fernandes, entre 28 de novembro de 2018 e 28 de setembro de 2019).
No governo de Evaristo Carvalho, foi nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros, servindo de setembro de 2001 a fevereiro de 2002. Posteriormente ocupou o cargo de assessor do Presidente Fradique de Menezes para as questões petrolíferas. Em maio de 2005 Menezes o demitiu alegando que Trovoada havia usado sua posição para promover seus interesses comerciais.
Nas eleições de 2006, foi candidato à Presidência da República pela Ação Democrática Independente (ADI), tendo obtido 38,8% dos votos.
Em fevereiro de 2008, foi nomeado por Menezes como primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, após a renúncia de Tomé Vera Cruz, cargo que ocupou até junho do mesmo ano, após ser derrotado em uma moção de censura na Assembleia Nacional.
Mais tarde, em agosto de 2010, voltou à chefia do governo, para ter que demitir-se em dezembro de 2012, depois que seu governo perdeu a maioria e enfrentou uma moção de censura no parlamento. Chegou a enfrentar uma ameaça de impeachment diante das primeiras acusações de branqueamento de capitais e gestão danosa, além de falta de transparência em seus negócios.
Em 25 de novembro de 2014, voltou a ocupar o cargo de primeiro-ministro, ao ser nomeado pelo presidente da república, Manuel Pinto da Costa. Encerrou suas funções em 3 de dezembro de 2018, com a posse de Jorge Bom Jesus, sendo o primeiro chefe de governo do período pós-socialista a encerrar um período governamental sem ser derrubado antes do fim do termo. Em 2015, foi noticiado que pertence à Maçonaria, sendo membro da Loja Olhar Fraterno, integrada na Grande Loja Legal de Portugal. Durante seu terceiro período na chefia do governo santomense, Patrice Trovoada passou a enfrentar novas alegações de corrupção, chegando ficar em exílio voluntário em Portugal a partir de 2018, temendo ser indiciado por corrupção referente ao seu período como primeiro-ministro.
Em 2017, o ex-mercenário Peter Plácido Lopes acusou Trovoada de ter sido o financiador da tentativa de golpe de Estado de 2003 contra Fradique de Menezes e Maria das Neves, confirmando a informação a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Nacional em 2019.
Trovoada tornou-se primeiro-ministro novamente em novembro de 2022. Em 6 de janeiro de 2025, o presidente Carlos Vila Nova destituiu Trovoada e seu governo, citando as ausências prolongadas de Trovoada e a incapacidade de seu governo em resolver vários problemas. Trovoada chamou sua destituição de "ilegal" e "inconstitucional".