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Patricio Guzmán

Diretor de cinema chileno (1941–2026)

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Patricio Guzmán Lozanes (Santiago do Chile, 11 de agosto de 1941 – Paris, 15 de setembro de 2026) foi um diretor de cinema chileno, especializado em documentários.

Dirigiu o filme Salvador Allende, sobre o ex-presidente chileno Salvador Allende, e Nostalgia da Luz, uma de suas obras mais premiadas, em que mostra o deserto do Atacama como o centro de dois tipos de pesquisa bem distintos: por um lado, é a sede de importantes estudos astronômicos, e por outro é local em que parentes de desaparecidos políticos do regime militar do Chile realizam buscas por restos mortais de seus familiares.

De orientação política abertamente esquerdista, Guzmán começou a carreira de diretor ainda nos anos 1960, fazendo um cinema engajado. Apoiava ostensivamente o governo de Salvador Allende e precisou deixar o Chile depois que o general Augusto Pinochet tomou o poder, em 1973. Em entrevista ao crítico Bruno Ghetti, na Revista Cult, Guzmán diz que exilou-se primeiramente na Espanha, depois em Cuba (onde concluiu A Batalha do Chile, com imagens sobre a queda de Allende) e, finalmente, na França, onde fixou residência e produziu a maior parte de seus filmes a partir de então.

O tema mais recorrente na obra de Guzmán é o período da Ditadura Militar chilena, seja em documentários com imagens filmadas do “calor do momento”, como os filmes da série A Batalha do Chile, ou revisitado em longas posteriores, como Nostalgia da Luz e El Botón de Nácar. Neste último, o diretor traça um paralelo entre a dizimação de povos indígenas do sul do Chile com os assassinatos de militantes de esquerda nos anos 1970 pelo governo militar do país.

Guzmán só retornou ao seu país natal em 1990, dois anos após o fim do regime militar no Chile. Na década de 2010, filma uma trilogia de documentários dedicados à memória e à paisagem chilenas: Nostalgia da Luz (2010), O Botão de Pérola (2015) e A Cordilheira dos Sonhos (2019).

Guzmán ganhou diversos prêmios, entre eles o de melhor roteiro no Festival de Berlim 2015, por El Botón de Nácar. Em 2015, o cineasta teve dois de seus filmes incluídos na lista dos melhores documentários de todos os tempos, organizada pela revista britânica Sight and Sound: Nostalgia da Luz ficou na 12ª posição, enquanto A Batalha do Chile ficou ranqueado na 19ª colocação. Em 2023, ganhou o Prêmio Nacional de Artes Cênicas e Audiovisuais do Chile, concedido pelo Ministério da Cultura chileno.

Morreu em 15 de setembro de 2026, em Paris, conforme anúncio da Academia de Cinema do Chile.

La Tortura y otras formas de diálogo (1968)

La Respuesta de octubre (1972)

La Batalla de Chile: La insurrección de la burguesía (1975)

La Batalla de Chile: El golpe de estado (1977)

La Batalla de Chile: El poder popular (1979)

Chile, la memoria obstinada (1997)

La Isla de Robinson Crusoe (1999)

Nostalgia for the Light (Nostalgia da Luz) (2010)

La Cordillera de los Sueños (2019)

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