Neste Dia

Rosinha Garotinho

Política brasileira

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Rosângela Barros Assed Matheus de Oliveira (Itaperuna, 6 de abril de 1963), mais conhecida como Rosinha Garotinho, é uma confeiteira, radialista, apresentadora de televisão e política brasileira, filiada ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Casada com o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, e mãe do prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho e da ex-deputada federal Clarissa Garotinho.

Durante o governo de seu marido, Rosinha foi titular da Secretaria de Ação Social e Cidadania. Como secretária, implementou os primeiros restaurantes populares do Rio de Janeiro, sendo que a primeira unidade, o Restaurante Popular Betinho, fora inaugurada em 2000 na Central do Brasil. Foi a primeira mulher a ser eleita governadora do estado do Rio de Janeiro. Eleita em 2002, sucessora de Benedita da Silva (PT), que estava exercendo o cargo devido à renúncia do então governador Anthony Garotinho, marido de Rosinha, que se afastou do cargo para concorrer à Presidência da República. Durante a campanha usou o nome Rosinha Garotinho, para ter sua imagem associada à do marido, que na época possuía mais de 80% de aprovação popular. Garotinho é o apelido que seu marido usa e que consequentemente ela utilizou, não sendo um sobrenome.

Rosinha foi presa preventivamente em 22 de novembro de 2017 junto com seu marido Anthony Garotinho, após investigações relacionadas às delações da JBS, tendo sua liberdade concedida 7 dias depois, no dia 29 de novembro de 2017.

Filha do ferroviário Gandur Assed e da professora primária Wilmar Barros Assed, nasceu em Itaperuna, tradicional reduto de descendentes de árabes. Moradora de Campos de Goytacazes desde a juventude, Rosinha sempre foi apaixonada por peças teatrais. Atuou no teatro amador desde os quatro anos e foi até os 26. Aos dezesseis anos, durante o ensaio de uma peça, ela conheceu Garotinho, com quem se casou em 1981.[carece de fontes]?

Ela e Garotinho tiveram cinco filhos: Clarissa, Wladimir, Anthony, Gabriela e Clara. O casal ainda adotou outros cinco filhos: Aparecida, Altamir, Amanda, Wanderson e David.

Formou-se professora pelo Colégio Batista Fluminense e trabalhou como radialista em Campos, nas rádios Difusora, Continental, Cultura e Litoral.[carece de fontes]?

Rosinha assume publicamente a sua religião (presbiterianismo), e tem nos evangélicos uma parte importante de sua base eleitoral.[carece de fontes]?

Herdeira política do marido, Anthony Garotinho, Rosinha Matheus (PSB) foi eleita governadora do estado do Rio de Janeiro com 51,3% dos votos válidos. Essa foi a primeira eleição disputada pela então radialista. Durante o governo do marido, ela havia sido secretária de Ação Social, sendo responsável pelos principais programas assistenciais, como o Cheque Cidadão e o restaurante popular com refeições a R$ 1.

Como governadora, Rosinha homologou lei que instituía o ensino religioso nas escolas públicas, lei essa de iniciativa do deputado estadual Carlos Dias. Durante seu governo a estação Cantagalo da Linha 1 do Metrô do Rio de Janeiro foi inaugurada. Recuperou a arquibancada do estádio do Maracanã.

Recuperou a pecuária leiteira do estado, intervindo na Parmalat para salvar empregos. Na área social foi criado o programa Paif (Programa de Atendimento Integral à Família).

No interior do estado, ajudou a criar um Polo da Cederj e um Polo Têxtil no município de Rio das Flores. Trouxe o Porto do Açu para São João da Barra. Realizou melhoras no saneamento e nas estradas no interior.

Reformou a ponte que liga Comendador Levy Gasparian (RJ) a Santana do Deserto (MG), a divisa Rio-Minas no interior do Estado.

Em 2004, Rosinha foi admitida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao grau de Grande-Oficial especial da Ordem do Mérito Militar.

No início de 2006, surgiram rumores de que a governadora Rosinha Garotinho renunciaria ao cargo para se candidatar ao Senado. Posteriormente, a assessoria do Palácio Guanabara divulgou uma nota negando que a decisão final já estivesse tomada. Rosinha afirmou que pretendia cumprir o mandato até dezembro, mas acrescentou que estava à disposição do seu partido para uma possível candidatura nas eleições de outubro.

Em 2008, foi alvo de uma Ação Civil Pública que a acusava de utilizar programas assistenciais do seu governo para influenciar as eleições municipais de 2004. Na ocasião, as ações foram concentradas principalmente em Campos dos Goytacazes. A acusação sustenta que o governo estadual realizou o cadastramento e a distribuição de dinheiro do programa Cheque Cidadão, no valor de R$ 100, além de material escolar e de casas populares do programa Morar Feliz, com o objetivo de favorecer a eleição de seu candidato, Geraldo Pudim.

Prefeita de Campos dos Goytacazes

Em 2008, Rosinha foi eleita prefeita de Campos dos Goytacazes, com 54% dos votos no segundo turno. Entretanto, teve mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha. Chegou a ser afastada do cargo, mas, com a prescrição do prazo da condenação, voltou ao cargo.

Em 2012, Rosinha venceu novamente a disputa pela prefeitura de Campos, com 69,96% dos votos válidos. Ela chegou a ter o registro de candidatura negado pelo TRE-RJ, em 23 de agosto, mas, no dia 30 do mesmo mês, o ministro Marco Aurélio Mello, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), restabeleceu a candidatura.

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Rosinha Garotinho | World in Stories