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Sigismundo I da Polônia

O Velho Rei da Polônia

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Sigismundo I (em polonês: Zygmunt I Stary; em lituano: Žygimantas II Senasis; Kozienice, 1° de janeiro de 1467 – Cracóvia, 1° de abril de 1548), foi apelidado de "Sigismundo, o Velho" na historiografia, para o diferenciar de seu filho e sucessor, Sigismundo II Augusto. Ele era o quinto filho homem e o oitavo dos treze filhos do Rei Casimiro IV e da Rainha Isabel de Habsburgo. Foi eleito Rei da Polônia, a partir de 8 de dezembro de 1506, e foi também eleito, pouco antes de assumir a coroa da Polônia, como Grão-Duque da Lituânia a partir de 13 de setembro de 1506. Reinou até sua morte em 1° de abril de 1548, aos 81 anos.

Infância e Juventude (1467-1492)

Sigismundo nasceu em 1 de janeiro de 1467, no Reino da Polônia, na cidade de Kozienice, foi o oitavo dos treze filhos, e o quinto dos seis filhos homens, do rei Casimiro IV com a rainha Isabel da Áustria, que se casaram em 10 de fevereiro de 1454. Isabel provavelmente engravidou de Sigismundo em março ou abril de 1466, quando tinha em torno de 29 pra 30 anos, dando à luz após sofrer a perda da sua sétima filha, também chamada de Isabel, que veio a falecer em 9 de maio de 1466, bem no dia de seu aniversário de 1 ano de idade. Ou seja, ela faleceu cerca de oito meses antes de Sigismundo nascer, oque provavelmente abalou sua família por ser a primeira dos filhos a não sobreviver a infância. Por parte paterna, os avós de Sigismundo eram Vladislau II, o patriarca da Dinastia Jagelônica, e Sofia de Holszany, ambos já falecidos quando Sigismundo nasceu. Enquanto pelo lado materno, ele era neto de Alberto, rei dos Romanos, e Isabel de Luxemburgo, também já falecidos. Sigismundo viveu junto a sua família na Polônia e na Lituânia, testemunhando o nascimento de mais cinco filhos que sua mãe viria dar á luz. Entre os quais destaca-se o nono filho e sexto homem, o futuro Cardeal, Frederico Jagelão, nascido em 27 de abril de 1468. Mas Sigismundo não teve uma educação tão exemplar quanto a dos seus irmãos mais velhos, pois as possibilidades de chegar a assumir o trono algum dia eram remotas. Porém, algo que todos tinham em comum era que havia uma grande rigidez na educação dos príncipes. Eles iam dormir cedo, geralmente por volta das 20:00 horas da noite, e acordavam mais cedo ainda. E há relatos de que, quando os príncipes se aprontavam ou erravam, eles eram punidos com castigos físicos pelo tutor.

Durante o reinado do pai de Sigismundo, o Reino da Polônia e o Grão-Ducado da Lituânia viviam um estado de união pessoal, pois ele governava ambas as nações. Mas Casimiro almejava expandir os domínios da sua dinastia, afim de assegurar terras para seus filhos e os descendentes deles. E um objetivo em particular era conquistar os tronos da Boêmia e da Hungria, historicamente ligadas à Polônia. E ele conseguiu, já que após derrotar a Ordem Teutônica na Guerra dos Treze Anos, a posição da Polônia estava fortalecida, e assim, em 27 de maio de 1471, Casimiro conseguiu instalar seu filho mais velho, Vladislau Jagelão, que na época tinha 15 anos de idade, como Rei da Boêmia, após o falecimento Rei Jorge de Poděbrady. E com sua ascensão ao trono boêmio, isto criava um novo ramo da sua dinastia na Boêmia a partir de Vladislau, enquanto especulava-se que a Polônia iria ser herdada pelo seu segundo filho homem, Casimiro de Cracóvia, que se tornou seu novo provável herdeiro presuntivo de Casimiro. Mas ele veio a falecer em 4 de março de 1484, aos 25 anos, devido a tuberculose, quando Sigismundo por sua vez tinha 17 anos na época. E então, o provável sucessor de Casimiro IV se tornou João Alberto da Polônia. Mas vale ressaltar que, a sucessão de João, assim como a de Casimiro de Cracóvia antes dele, não era totalmente garantida, já que as duas já eram monárquias eletivas. Embora ainda não o eram nos mesmos moldes da posterior República das Duas Nações, que possuía o sistema de eleições livres, os nobres nessa época já poderiam optar por um irmão mais novo de João Alberto em detrimento dele, e seria exatamente isso que ocorreria. Mas em meados de 1490, se iniciou uma disputa entre os jaguelônicos e os habsburgos pelo trono da Hungria, após a morte do Rei Matias I Corvino que não deixou herdeiros legítimos (Somente um filho bastardo, que também disputou o trono da Hungria). E como os jaguelônicos tinham direito ao trono da Hungria devido ao fato de Isabel ser descendente direta de Alberto II Habsburgo e de Sigismundo de Luxemburgo, Casimiro IV quis colocar um de seus filhos no trono húngaro como já era queria anteriormente. Portanto, ele ofereceu a candidatura de seu filho, João Alberto da Polônia. Mas além de rivalizar com Maximiliano de Habsburgo pelo trono da Hungria, o outro filho de Casimiro, Vladislau II da Boêmia, também apresentou sua candidatura ao trono. E então, houve uma eleição dupla, á qual João Alberto e Vladislau foram eleitos reis da Hungria simultaneamente. A disputa deu início a uma guerra de sucessão na Hungria, entre 1490 a 1492. E ao mesmo tempo que as facções de João e Vladislau guerreavam, Maximiliano também invadiu a Hungria para impor sua reivindicação. Mas no fim, quem venceu foi Vladislau, que se tornou novo rei da Hungria após negociar com Maximiliano e derrotar João Alberto. E com a vitória de Vladislau, a Hungria e Boêmia entraram em um estado de união pessoal. Enquanto João Alberto apenas recebeu o ducado de Glogóvia, na Silésia, como compensação.

Fracassos de Sigismundo (1492-1498)

Em 7 de junho de 1492, o pai de Sigismundo, Casimiro IV, acabou vindo a falecer aos 64 anos, provavelmente devido à pneumonia. Sigismundo tinha 25 anos quando seu pai morreu, e a morte de seu pai o colocou em uma situação particularmente difícil, pois dos cinco filhos ainda vivos, Sigismundo era o único filho que não possuía terras e nem cargos, já que até o irmão mais novo de Sigismundo, Frederico Jagelão, tinha propriedades por ter seguido carreira eclesiástica. Mas com a morte de Casimiro, havia sido especulada a possibilidade por algumas fámilias da nobreza a eleição de Sigismundo como Rei. No entanto, Sigismundo não foi apresentou sua candidatura formalmente e com isso João Alberto foi eleito sucessor de Casimiro na Polônia. Enquanto na Lituânia, a nobreza optou por acatar ao desejo de Casimiro e separaram a Lituânia da Polônia, elegendo Alexandre Jagelão como Grão-Duque da Lituânia, encerrando assim com a união pessoal temporariamente. Então, em meados de 1493, houve planos de sua mãe, Isabel da Áustria, de o colocar no trono austríaco após a morte de Frederico de Habsburgo, mas isso falhou. E entre 1495 e 1496, Sigismundo tentou duas vezes conseguir sua nomeação para o cargo de voivoda de Kiev, solicitando isso ao seu irmão Alexandre da Lituânia, mas isso lhe foi negado pelo parlamento da Lituânia. Mas apesar do fato de ser "pobre" até então, Sigismundo era considerado imponente, sendo considerado um homem de "grande força, tanto que rasgou cordas e quebrou ferraduras", como relata o cronista Marcin Bielski.

Durante o reinado de seu irmão, João I Alberto da Polônia, a Polônia estava em guerra com o Império Otomano desde o reinado de seu pai, Casimiro. A chamada Guerra Polaco-Otomana (1485-1503.), que acontecia pela disputa de influência nós Bálcãs e, acima de tudo, pelo Principado da Moldávia. A Moldávia era vassalo da Polônia, e durante a guerra lutou do lado dela. Entretanto, após algum tempo em guerra a polônias e os otomanos estavam em um cessar-fogo temporário desde meados de 1491, mas a guerra retornaria em 1497, e a Moldávia acabou traindo a Polônia e se aliou aos otomanos. João Alberto então liderou uma invasão a Moldávia, e prometeu colocar Sigismundo como novo príncipe da Moldávia após a vitória, para assim substituir Estêvão III. Porém, infelizmente para Sigismundo, que inclusive acompanhou o irmão nessa campanha, essa invasão foi fracassada e João Alberto foi derrotado na Batalha da Floresta Cosmin, e a Moldávia e o império otomano viriam a ganhar a guerra após a assinatura de um acordo após a morte de João Alberto. Ou seja, a Polônia, Moldávia e o Império Otomano iriam apenas entrar em um novo cessar-fogo até meados de 1503, no qual seria assinado o tratado formal que daria fim à guerra, que levou a Polônia à perdeur sua vassalagem sobre a Moldávia.

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