Neste Dia

Stefanie Zweig

Nota: Não confundir com Stefan Zweig

Anúncio

Nota: Não confundir com Stefan Zweig

Stefanie Zweig (19 de setembro de 1932 – 25 de abril de 2014) foi uma escritora e jornalista judia alemã. Ela é mais conhecida por seu romance autobiográfico, Nirgendwo in Afrika (Nowhere in Africa; "Em um Lugar da África") (1995), que foi um best-seller na Alemanha. O romance é baseado em sua infância no Quênia, para onde sua família fugiu para escapar da perseguição na Alemanha Nazista. A adaptação cinematográfica do romance (2001) ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Seus livros venderam mais de sete milhões de exemplares e foram traduzidos para quinze idiomas.

Antecedentes e carreira no jornalismo

Zweig nasceu em Leobschütz, Alemanha (atual Głubczyce, Polônia). Ela não tem parentesco com o escritor austríaco Stefan Zweig [1881-1942]. Ela e seus pais, sendo judeus, fugiram para a África em 1938 para escapar da perseguição na Alemanha Nazista. Passaram de uma vida urbana próspera em Breslau (atual Wrocław) para uma fazenda pobre no Quênia; Zweig tinha cinco anos. Paul Vitello escreve em seu obituário que "Os pais suportaram trabalho extenuante e crises de depressão. Stefanie, que havia sido retraída, floresceu como uma adolescente aventureira que falava suaíli." Em 1941, a família recebeu um cartão-postal da avó de Zweig dizendo: "Estamos muito animados, vamos para a Polônia amanhã". O pai de Zweig explicou que a avó estava sendo enviada para o Campo de concentração de Auschwitz, operado pelos ocupantes alemães da Polônia. Ela e muitos outros foram assassinados lá. Zweig frequentou um internato inglês enquanto estava no Quênia, que era uma colônia britânica na época. O pai de Zweig tornou-se soldado britânico durante a Segunda Guerra Mundial (1939–1945), quando a Grã-Bretanha lutava contra a Alemanha e as outras Potências do Eixo, mas em 1947 levou sua esposa, filha e filho pequeno de volta para a Alemanha.

A casa original da família ficava na Alta Silésia, que ficava no leste da Alemanha pré-guerra. Após a guerra, a maior parte da região passou a fazer parte da Polônia e os residentes alemães tiveram que se mudar. O pai de Zweig havia recebido uma oferta de cargo de juiz em Frankfurt, no oeste da Alemanha. Sua nomeação fazia parte da "desnazificação" do sistema judicial na Alemanha pós-guerra; apenas alemães sem ligações com o partido nazista podiam servir como juízes. Zweig foi matriculada na Escola Schiller em Frankfurt. Tendo se tornado principalmente falante de inglês no Quênia, ela precisou reaprender alemão. Mais tarde, escreveu: "Aprender alemão para poder ler e escrever e me livrar do meu sotaque inglês levou alguns meses; a avaliação sobre qual é minha língua materna ainda continua. Conto em inglês, adoro Alice no País das Maravilhas, sou melhor amiga do Ursinho Pooh e ainda estou procurando o humor nas piadas alemãs."

Após se formar na Escola Schiller em 1953, Zweig iniciou uma carreira como jornalista. Trabalhou por um tempo como estagiária e depois como editora na seção de Offenbach do Abendpost, um jornal sensacionalista que servia a região de Frankfurt. De 1959 a 1988, Zweig trabalhou em Frankfurt para o Abendpost e seu sucessor Abendpost/Nachtausgabe [Evening Post/Night Edition]. Ela dirigiu a seção de artes ("Feuilleton") a partir de 1963. Abendpost/Nachtausgabe fechou em 1988, após o que Zweig se tornou jornalista e escritora freelance. Hans Riebsamen escreveu em 2012 que "Em retrospecto, tanto Zweig quanto seus leitores podem ficar felizes que a Abendpost/Nachtausgabe tenha fechado em 1988."

Enquanto trabalhava para o Abendpost, Zweig escreveu vários livros infantis, começando com Eltern sind auch Menschen <

Parents are people too; "Pais também são pessoas"] (1978). Seu primeiro romance ambientado no Quênia foi o romance para jovens adultos Ein Mundvoll Erde

[A Mouthful of Earth; "Um punhado de terra"] (1980). Ele descreve uma paixão por um menino Kĩkũyũ; o livro ganhou vários prêmios.

Zweig explicou em uma entrevista que o sucesso de Ein Mundvoll Erde a incentivou a escrever seu primeiro romance para adultos. Ela disse: "Pensei comigo mesma: 'Você é realmente uma tola de desperdiçar toda a sua vida em um livro infantil, por que não conta a história verdadeira?'" Nirgendwo in Afrika [Nowhere in Africa; "Em um Lugar da África"] apareceu em 1995. Zweig descreveu-o simplesmente como "a história de um pai corajoso que ensinou sua filha a não odiar." O romance autobiográfico relata a vida da família Redlich no Quênia desde sua chegada da Alemanha em 1938 até seu retorno à Alemanha em 1947. O livro foi um best-seller na Alemanha e lançou uma carreira de escritora que se estendeu por mais uma dúzia de romances. O romance seguinte de Zweig, Irgendwo in Deutschland [Somewhere in Germany; "Em Algum Lugar na Alemanha"] (1996), é uma sequência que descreve a vida da família Redlich na Alemanha desde seu retorno em 1947 até a morte do pai por insuficiência cardíaca em 1958.

Zweig publicou subsequentemente a série "Rothschildallee" de quatro romances que apareceram de 2007 a 2011; a casa da família de Zweig em Frankfurt ficava nessa rua havia muito tempo. Em 2012, ela publicou suas memórias, Nirgendwo war Heimat: Mein Leben auf zwei Kontinenten [Nowhere was Home: My Life on Two Continents; "Em Nenhum Lugar Era o Lar: Minha Vida em Dois Continentes"].

No total, os livros de Zweig venderam mais de sete milhões de cópias e foram traduzidos para quinze idiomas. A adaptação cinematográfica de 2002 de Nirgendwo in Afrika foi escrita e dirigida por Caroline Link. Ela ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o Prêmio do Cinema Alemão de Melhor Filme de Ficção e vários outros prêmios. Embora o filme tenha atraído atenção internacional para Zweig, ela não se envolveu diretamente em sua produção. Marlies Comjean traduziu dois de seus romances, que aparecem em inglês como Nowhere in Africa e Somewhere in Germany; ver a bibliografia abaixo. Além desses livros, Zweig continuou seu trabalho como jornalista e, até 2013, escrevia uma coluna Meine Welt [My World; "Meu Mundo"] para o jornal Frankfurter Neue Presse.

Zweig morreu em 25 de abril de 2014 após uma breve doença. Seu parceiro Wolfgang Häfele morreu antes dela em 2013. Ela escolheu ser enterrada no Neuer Jüdischer Friedhof [Novo Cemitério Judaico] em Frankfurt.

Eltern sind auch Menschen [Parents are People Too] (em alemão). Frankfurt am Main: Fischer. 1978. ISBN 3-439-78103-8

Ein Mundvoll Erde [A Mouthful of Earth] (em alemão). [S.l.]: Union-Verlag. 1980. ISBN 3-8139-5356-4. OCLC 38741676 Reeditado como Vivian und Ein Mundvoll Erde [Vivian and a Mouthful of Earth] (em alemão). [S.l.]: Langen Müller. 2001. ISBN 3-7844-2842-8 Este livro consiste no romance original para jovens adultos e uma introdução autobiográfica intitulada "Vivian".

Nirgendwo in Afrika [Nowhere in Africa] (em alemão). [S.l.]: Langen Müller. 1995. ISBN 3-7844-2802-9. OCLC 34308707

Ver também: Nowhere in Africa. Traduzido por Marlies Comjean. [S.l.]: University of Wisconsin Press. 2004. ISBN 978-0299199609

Irgendwo in Deutschland [Somewhere in Germany] (em alemão). [S.l.]: Langen Müller. 1996. ISBN 3-7844-2578-X

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Stefanie Zweig | World in Stories