The New York Times (NYT) é um jornal diário sediado em Manhattan, na cidade de Nova Iorque. Publica notícias locais, nacionais e internacionais, artigos de opinião e resenhas. É um dos jornais de circulação mais longa dos Estados Unidos e um dos jornais de referência do país.
Em agosto de 2025, o Times tinha 11,88 milhões de assinantes, dos quais 11,3 milhões eram exclusivamente digitais e 580 mil recebiam a edição impressa. Eram os maiores números de assinantes entre os jornais dos Estados Unidos, por ampla margem. O jornal é publicado pela The New York Times Company, presidida pela família Ochs-Sulzberger desde 1896. A. G. Sulzberger preside a companhia e publica o jornal. A sede fica no The New York Times Building, em Midtown Manhattan.
O Times foi fundado em 1851 como o conservador New-York Daily Times. Ganhou projeção nacional na década de 1870 com sua cobertura do político corrupto Boss Tweed. Após o Pânico de 1893, Adolph Ochs, editor do Chattanooga Times, adquiriu o controle da empresa. Ochs foi sucedido em 1935 por seu genro, Arthur Hays Sulzberger, que ampliou a cobertura europeia. O filho de Sulzberger, Arthur Ochs Sulzberger, tornou-se editor em 1963 e reformulou o jornal em resposta às mudanças da indústria. Em 1964, o Times esteve envolvido no caso New York Times Co. v. Sullivan, no qual a Suprema Corte dos Estados Unidos restringiu a possibilidade de autoridades públicas processarem a imprensa por difamação.
Em 1971, The New York Times publicou os Pentagon Papers, documentos internos do Departamento de Defesa sobre o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, apesar da oposição do então presidente Richard Nixon. No caso New York Times Co. v. United States, a Suprema Corte decidiu que a Primeira Emenda protegia o direito de publicar os documentos. O jornal iniciou sua passagem para a tecnologia digital na década de 1980 e lançou o nytimes.com em 1996. No século XXI, deslocou parte crescente de suas atividades para a internet em meio ao declínio mundial dos jornais impressos.
O Times mantém sucursais com jornalistas em seis continentes. Seus outros produtos editoriais incluem The New York Times Magazine, The New York Times International Edition e The New York Times Book Review. Também produz séries de televisão, podcasts, entre eles The Daily, e jogos digitais. O jornal recebeu 135 prêmios Pulitzer desde 1918, mais do que qualquer outra publicação, e esteve envolvido em controvérsias relacionadas à sua cobertura e às suas práticas editoriais.
Um estudo de 2025 do Pew Research Center examinou o grau de escolaridade do público de trinta veículos de imprensa dos Estados Unidos. Entre os jornais diários analisados, o Times tinha a maior proporção de leitores com formação universitária, com 56% de sua audiência possuindo ao menos um diploma de bacharelado.
The New York Times é por vezes chamado de "The Gray Lady", ou "A Dama Cinzenta". O apelido faz referência à cor do papel-jornal e à oposição do Times à imprensa marrom.
The New York Times foi fundado em 1851 como New-York Daily Times pelos jornalistas Henry Jarvis Raymond e George Jones, do New-York Tribune.
O financista Edward B. Wesley é creditado como o terceiro cofundador. Ele foi o primeiro gerente comercial e forneceu metade do capital inicial. Wesley vendeu sua participação no jornal em 1860.
O Times alcançou grande circulação, especialmente entre leitores conservadores. Horace Greeley, editor do New-York Tribune, elogiou o jornal. Durante a Guerra Civil Americana, seus correspondentes obtiveram informações diretamente dos estados confederados. Jones herdou o jornal de Raymond em 1869. Raymond já havia mudado o nome para The New-York Times.
Sob Jones, o jornal publicou artigos contra Tammany Hall e seu chefe político, William M. Tweed, apesar da oposição de outros jornais nova-iorquinos. Em 1871, divulgou os livros contábeis de Tammany Hall. Tweed foi julgado em 1873 e condenado a doze anos de prisão. A cobertura tornou o Times conhecido em todo o país.
Jones morreu em 1891. Seus filhos não tinham experiência empresarial para dirigir a companhia e o testamento impedia a venda do jornal. O editor-chefe Charles Ransom Miller, o editor de opinião Edward Cary e o correspondente George F. Spinney criaram uma empresa para administrar o Times, mas enfrentaram dificuldades financeiras durante o Pânico de 1893.
Em agosto de 1896, Adolph Ochs, editor do Chattanooga Times, adquiriu The New-York Times. Ochs orientou o jornal ao público comerciante e retirou o hífen de seu nome. Em 1905, o Times inaugurou a Times Tower. O jornal passou por um realinhamento político na década de 1910 em meio a desacordos dentro do Partido Republicano.
The New York Times noticiou o naufrágio do Titanic enquanto outros jornais se mostravam cautelosos diante dos boletins da Associated Press. Sob o editor executivo Carr Van Anda, o jornal dedicou mais espaço aos avanços científicos. Publicou matérias sobre a então pouco conhecida teoria da relatividade geral de Albert Einstein e participou da cobertura da descoberta da tumba de Tutancâmon.
Ochs morreu em abril de 1935 e foi sucedido por seu genro, Arthur Hays Sulzberger. A Grande Depressão obrigou Sulzberger a reduzir as operações do jornal. Mudanças entre os jornais de Nova Iorque deram origem a publicações maiores, entre elas o New York Herald Tribune e o New York World-Telegram. Ao contrário de Ochs, Sulzberger incentivou o uso da telefoto.
O Times cobriu extensamente a Segunda Guerra Mundial, muitas vezes com grandes manchetes, e publicou matérias exclusivas sobre acontecimentos como o golpe de Estado iugoslavo. Sulzberger ampliou as operações durante a guerra. Em 1944, comprou a WQXR-FM, primeiro investimento fora do jornal desde a época de Jones, e criou um desfile de moda no Times Hall. Mesmo com a redução da equipe causada pelo recrutamento militar, o Times manteve mais jornalistas do que qualquer outro jornal.
A edição impressa passou a ser distribuída fora dos Estados Unidos por meio do Army & Air Force Exchange Service. The New York Times Overseas Weekly chegou ao Japão pelo Asahi Shimbun e à Alemanha pelo Frankfurter Zeitung. A edição internacional deu origem a um jornal separado.
O jornalista William L. Laurence divulgou a corrida pela bomba atômica entre Estados Unidos e Alemanha, o que levou o FBI a apreender exemplares do Times. O governo dos Estados Unidos recrutou Laurence para documentar o Projeto Manhattan em abril de 1945. Ele foi o único jornalista autorizado a acompanhar o projeto. Funcionários do jornal perceberam a extensão de seu acesso depois do bombardeio atômico de Hiroshima.