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Universidade George Washington

A Universidade George Washington (em inglês: George Washington University, GW ou GWU) é uma universidade privada de pesq

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A Universidade George Washington (em inglês: George Washington University, GW ou GWU) é uma universidade privada de pesquisa constituída por carta do Congresso dos Estados Unidos, em Washington, D.C., nos Estados Unidos. Criada originalmente com o nome de Columbian College, recebeu sua carta em 1821 e foi a primeira universidade fundada sob a jurisdição de Washington, D.C. É uma das seis universidades dos Estados Unidos constituídas por carta federal.

A GW é classificada como "R1: Universidades de doutorado – atividade de pesquisa muito alta" pela Classificação Carnegie das Instituições de Ensino Superior. Integra a Associação de Universidades Americanas. A universidade oferece cursos em 71 disciplinas e reúne cerca de 11.500 alunos de graduação e 15.000 de pós-graduação. Suas equipes esportivas, chamadas George Washington Revolutionaries, disputam a Divisão I da NCAA na Atlantic 10 Conference. A GW também recebe regularmente eventos políticos e econômicos, entre eles reuniões anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.

Entre as pessoas que integraram o conselho da universidade estão os presidentes John Quincy Adams e Ulysses S. Grant, além de Alexander Graham Bell. A GW tem mais de 1.100 ex-alunos em atividade no serviço diplomático dos Estados Unidos e está entre as instituições que mais formam integrantes do corpo diplomático do país. No ano acadêmico de 2023–2024, recebeu US$ 227 milhões em financiamento externo para pesquisa.

O primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, defendia havia muito tempo a criação de uma universidade na região central do país. Ao longo de sua carreira política, defendeu a proposta diante do Congresso e de outras autoridades. Washington imaginava a nova universidade em uma região central da nova capital federal e esperava que ela educasse estudantes promissores de todo o país, aproveitando sua posição em Washington, D.C.

Em 14 de dezembro de 1799, Washington morreu em sua residência em Mount Vernon. Seu testamento destinava ações da Potomac Company à criação da universidade, mas elas perderam o valor e nenhuma instituição de ensino chegou a se beneficiar desse legado. Depois de sua morte, os presidentes Thomas Jefferson e James Madison também defenderam a execução de seus planos.

Em 1821, o missionário batista e ministro Luther Rice obteve recursos de James Monroe, John Quincy Adams, John C. Calhoun e outros benfeitores para criar em Washington, D.C. uma faculdade destinada a estudantes de diferentes partes do jovem país. Um grande edifício foi construído em College Hill, área que passou a integrar o Meridian Hill Park. Em 9 de fevereiro de 1821, Monroe aprovou a carta do Congresso que criou a instituição não denominacional Columbian College. Moradores de Washington, membros do Congresso e integrantes do meio acadêmico viram a nova instituição como a concretização da ideia de Washington. A primeira cerimônia de formatura, em 1824, reuniu Monroe, John C. Calhoun, Henry Clay, marquês de La Fayette e outros convidados.

Símbolos da maçonaria estão presentes em diferentes pontos do campus, inclusive nas pedras fundamentais de muitos edifícios da universidade.

No século XIX, a maioria dos estudantes da universidade vinha do Sul dos Estados Unidos. Com o início da Guerra Civil Americana em 1861, muitos abandonaram os estudos para se alistar no Exército dos Estados Confederados. A própria faculdade ficou dividida. O professor de anatomia A. Y. P. Garnett deixou a universidade para trabalhar como médico de Jefferson Davis, enquanto Robert King Stone permaneceu em Washington e atuou como médico de Abraham Lincoln. Durante a guerra, a instituição foi temporariamente transformada em acampamento militar do Exército da União. O poeta Walt Whitman trabalhou ali enquanto visitava seu irmão ferido.

Em 1873, depois da Guerra Civil, o Columbian College passou a se chamar Columbian University e mudou-se para uma área urbana no centro da cidade, nas proximidades das ruas 15th e H.

Em 1904, a Columbian University adotou o nome George Washington University depois de um acordo com a George Washington Memorial Association. Em homenagem a George Washington, a associação doou recursos para a construção do Lisner Auditorium.

Em 1912, as principais atividades da universidade foram transferidas para o bairro de Foggy Bottom. A faculdade de direito é a mais antiga do Distrito de Colúmbia. A faculdade de medicina é a 11.ª mais antiga dos Estados Unidos e foi a primeira criada na capital federal. O Columbian College, fundado em 1821, é a unidade mais antiga da universidade. A Elliott School of International Affairs foi formalizada em 1898.

Na década de 1930, a universidade tornou-se um centro de física teórica. O cosmólogo George Gamow trabalhou no desenvolvimento da teoria do Big Bang na GW nas décadas de 1930 e 1940. Em 26 de janeiro de 1939, Niels Bohr anunciou, durante a Quinta Conferência de Washington sobre física teórica, realizada no Hall of Government, que Otto Hahn havia obtido êxito na fissão do átomo.

Durante a Guerra do Vietnã, o Thurston Hall, dormitório de graduação que abrigava 1.116 estudantes no número 1900 da F Street NW, a três quarteirões da Casa Branca, tornou-se ponto de concentração de manifestações estudantis contra a guerra.

Em 1996, a universidade adquiriu o Mount Vernon College for Women, no bairro de Palisades, que se transformou no campus misto de Mount Vernon. O campus começou a ser usado pela GW em 1997, inicialmente apenas por mulheres, e passou nos anos seguintes a receber estudantes de ambos os sexos. Mount Vernon foi integrado à comunidade universitária como complemento ao campus de Foggy Bottom. Em 1999, a GW recebeu o Town Hall with President Clinton, primeira reunião pública presidencial transmitida ao vivo pela internet.

Em dezembro de 2006, a universidade escolheu Steven Knapp, então provost da Universidade Johns Hopkins, como seu 16.º presidente. Ele assumiu o cargo em 1 de agosto de 2007. Em 2017, Thomas LeBlanc, provost da Universidade de Miami, foi nomeado presidente da GW. Em 2016, a universidade fechou a praça de alimentação J Street, no campus de Foggy Bottom. Um novo refeitório foi aberto em 2023 no Shenkman Hall. No intervalo entre os dois, as opções de alimentação no campus ficaram mais limitadas.

Em julho de 2020, a universidade começou a formar comissões para estudar mudanças no nome de um edifício do campus e no apelido de suas equipes. LeBlanc afirmou no site da universidade que um dos grupos examinaria o nome Colonials, criticado por evocar racismo, violência e genocídio. A universidade aposentou oficialmente o nome em 2022 e anunciou, em 2023, o novo apelido, Revolutionaries. Outra comissão estudou a mudança do nome do Marvin Center, batizado em homenagem ao antigo presidente da universidade Cloyd Heck Marvin, defensor da segregação racial.

Em janeiro de 2022, LeBlanc foi sucedido interinamente por Mark S. Wrighton, ex-chanceler da Universidade Washington em St. Louis. Em janeiro de 2023, a universidade escolheu Ellen Granberg, então provost do Rochester Institute of Technology, como nova presidente, com início do mandato em 1 de julho daquele ano. A GW entrou para a Associação de Universidades Americanas em 2023.

Em fevereiro de 2025, Leo Terrell, dirigente da força-tarefa do governo de Donald Trump para combater o antissemitismo, informou a universidade de que ela estava entre dez instituições que seriam examinadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por alegações de discriminação antissemita em campi universitários. Em dezembro de 2025, o governo da Rússia classificou a universidade como uma "organização indesejável", acusando-a de promover russofobia e afirmações que o governo russo considerava falsas sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia.

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