Vinicius Cozzolino Abrahão (Magé, 23 de setembro de 1991) é um advogado e político brasileiro, filiado ao Partido Social Democrático (PSD). É deputado estadual do Rio de Janeiro.
A família Cozzolino descende de Antonio Cozzolino, imigrante italiano que se estabeleceu em Magé em 1892. Vinicius é filho da professora Márcia Cozzolino e do militar Nilson de Mello Abrahão. Seu avô materno, Renato Cozzolino, foi prefeito de Magé entre 1983 e sua morte em 1986. A família domina a política do município desde então, e outros membros administraram a cidade.
Seu primo, Renato Cozzolino Harb, foi deputado estadual entre 2015 e 2020, tendo Vinicius como chefe de gabinete, e prefeito da cidade entre 2021 e 2026, sendo sucedido pela irmã, Jamille Cozzolino.
Em janeiro de 2021, Cozzolino foi nomeado secretário de Governo de Magé por seu primo Renato, o que levou a um inquérito do Ministério Público para apurar a ocorrência de nepotismo na prefeitura. Também comandou a secretaria de Fazenda do município.
Foi eleito deputado estadual em 2022 pelo União Brasil, com 70 270 votos. e já aprovou mais de 40 leis no primeiro mandato.
Em fevereiro de 2024, votou a favor do fim do afastamento da deputada Lucinha, determinado pelo Tribunal de Justiça do estado por ela ser acusada de possuir ligações com milicianos. Posteriormente foi o relator do processo de cassação da deputada no Conselho de Ética da ALERJ, e apresentou parecer por seu arquivamento, que foi aprovado.
Em abril de 2024, o RJ2 noticiou que Cozzolino havia nomeado os cônjuges de seus primos Renato e Jamille como assessores em seu gabinete, e que estes trabalhavam para a prefeitura de Magé, sendo suspeitos de serem funcionários fantasmas. O deputado declarou que eles eram interlocutores de seu mandato em Magé.
Foi o autor de um projeto para garantir o direito a um cartão de identificação para pessoas com distúrbios neuropsiquiátricos, aprovado pela ALERJ em maio de 2024. A assembleia também aprovou, em novembro do mesmo ano, um projeto de sua autoria junto a Andrezinho Ceciliano para proibir a exibição de anúncios de serviços sexuais e de acompanhantes em espaços e eventos públicos.
Em dezembro de 2025, esteve ausente na votação que determinou a soltura de Rodrigo Bacellar, então presidente afastado da ALERJ, acusado de vazar a operação que prendeu o então deputado estadual TH Joias, associado à facção criminosa Comando Vermelho. A ausência de Cozzolino nas sessões da Comissão de Constituição e Justiça da assembleia sobre o caso, e na referida votação em plenário, levou o União Brasil a retirá-lo da comissão, em meio a uma disputa no partido deflagrada pela prisão de Bacellar.
Concorre à reeleição em 2026, tendo se filiado ao PSD em fevereiro do mesmo ano. Declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de 610 mil reais, quase 24 vezes maior do que havia declarado em 2022.==Referências==
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